{"id":12342,"date":"2015-09-25T00:01:06","date_gmt":"2015-09-25T03:01:06","guid":{"rendered":"http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/?p=12342"},"modified":"2015-09-25T00:01:06","modified_gmt":"2015-09-25T03:01:06","slug":"25-de-setembro-dia-do-radio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/?p=12342","title":{"rendered":"25 DE SETEMBRO: DIA DO R\u00c1DIO"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/RADIO-25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12343\" alt=\"RADIO 25\" src=\"http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/RADIO-25.jpg\" width=\"479\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/RADIO-25.jpg 479w, http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/RADIO-25-150x150.jpg 150w, http:\/\/paulorobertodaradio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/RADIO-25-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Parab\u00e9ns aos todos os profissionais que edificaram esta hist\u00f3ria t\u00e3o linda que \u00e9 o r\u00e1dio. Muitos j\u00e1 alegraram a muitos ouvintes, muitos j\u00e1 partiram, mas os ouvintes muitos tamb\u00e9m j\u00e1 se foram. Muitos chegaram pra ouvir, muitos chegaram pra escrever sua hist\u00f3ria de vida junto com a hist\u00f3ria do r\u00e1dio. Parab\u00e9ns a voc\u00ea ouvinte, pois sem voc\u00ea o locutor falaria sozinho e sem motivos. Parab\u00e9ns a todos os profissionais que trabalham intensamente pra continuar fazendo deste bel\u00edssimo veiculo de comunica\u00e7\u00e3o na verdadeira trilha sonora da vida do povo brasileiro.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><span style=\"color: #ff0000; text-decoration: underline;\"><span style=\"line-height: 1.71429; font-size: 1rem;\">A HIST\u00d3RIA DO R\u00c1DIO:<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; H\u00e1 90 anos, o dia 7 de setembro de 1922 marcou a primeira transmiss\u00e3o de r\u00e1dio no pa\u00eds que ocorreu simultaneamente \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o internacional em comemora\u00e7\u00e3o ao centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, inaugurada pelo presidente Epit\u00e1cio Pessoa.<\/p>\n<p>O ent\u00e3o discurso do presidente, em meio ao clima festivo do evento, abriu a programa\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, tornada poss\u00edvel por meio de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana Westinghouse e instalado no alto do Corcovado. Apenas 80 receptores espalhados na capital e nas cidades fluminenses de Niter\u00f3i e Petr\u00f3polis acompanharam a transmiss\u00e3o experimental, que teve ainda m\u00fasica cl\u00e1ssica &#8211; incluindo a \u00f3pera O Guarani, de Carlos Gomes &#8211; durante toda a abertura da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifus\u00e3o brasileira. \u201cSegundo o depoimento do pr\u00f3prio Roquette, praticamente ningu\u00e9m ouviu nada da transmiss\u00e3o, porque o barulho da exposi\u00e7\u00e3o era muito grande\u201d, conta o historiador, Milton Teixeira. \u201cOs alto-falantes eram relativamente fracos, mas mesmo assim causou uma certa sensa\u00e7\u00e3o a transmiss\u00e3o do discurso do presidente Epit\u00e1cio Pessoa e das primeiras m\u00fasicas\u201d, diz.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o ocorreu no momento em que as autoridades da \u00e9poca investiram em obras e recursos financeiros para a exposi\u00e7\u00e3o comemorativa ao centen\u00e1rio da independ\u00eancia, montada no centro do Rio antes ocupada pelo Morro do Castelo. No mesmo per\u00edodo, a insatisfa\u00e7\u00e3o dos militares e da nascente classe m\u00e9dia com as oligarquias que dominavam a chamada Rep\u00fablica Velha resultou na revolta dos tenentes que serviam no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 5 de julho. Meses antes, em 25 de mar\u00e7o, era fundado o Partido Comunista Brasileiro, em Niter\u00f3i. Em S\u00e3o Paulo, um evento realizado no m\u00eas de fevereiro influenciaria de forma definitiva o contexto cultural do pa\u00eds: a Semana de Arte Moderna.<\/p>\n<p>De acordo com Milton Teixeira, a elite de cafeicultores que comandava o pa\u00eds soube tirar proveito pol\u00edtico do centen\u00e1rio. \u201cEra uma democracia s\u00f3 de fachada e direitos sociais eram coisa que ningu\u00e9m imaginava ainda existir. O pa\u00eds estava numa crise danada, mas precisava afirmar a nacionalidade\u201d, conta.<br \/>\nEspecialista na hist\u00f3ria da cidade do Rio, ele lembra que para fazer a exposi\u00e7\u00e3o foi destru\u00eddo naquele mesmo ano um marco do passado carioca, o Morro do Castelo, primeiro n\u00facleo urbano. \u201cAo mesmo tempo era criado nesse ano o Museu Hist\u00f3rico Nacional (MHN), primeira institui\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico do pa\u00eds e cuja dire\u00e7\u00e3o foi entregue ao historiador Gustavo Barroso.\u201d<br \/>\nAlguns dos pavilh\u00f5es de pa\u00edses, estados e institui\u00e7\u00f5es erguidos na esplanada do Castelo eram de constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, mas outros, de madeira e gesso, foram feitos para durar apenas o tempo da exposi\u00e7\u00e3o. Apenas tr\u00eas sobrevivem at\u00e9 os dias de hoje: o da Fran\u00e7a (atual sede da Academia Brasileira de Letras &#8211; ABL), o do Distrito Federal (atual Museu da Imagem do Som) e o da Estat\u00edstica, ocupado pelo Centro Cultural do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. \u201cO Pavilh\u00e3o da Inglaterra foi demolido nos anos 70, depois de abrigar por d\u00e9cadas o Museu da Ca\u00e7a e Pesca, o mesmo acontecendo com o que sediou por d\u00e9cadas o Minist\u00e9rio da Agricultura\u201d, conta Teixeira.<\/p>\n<p>Apesar da transmiss\u00e3o durante a celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, o in\u00edcio efetivo e regular das transmiss\u00f5es do r\u00e1dio ocorreu somente no ano seguinte, mais uma vez gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de Roquette Pinto. Ele tentou em v\u00e3o convencer o governo a comprar os equipamentos da Westinghouse, que permitiram a transmiss\u00e3o experimental. A aquisi\u00e7\u00e3o foi feita pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e assim entrou no ar, em 20 de abril de 1923, a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A emissora pioneira \u00e9 a atual R\u00e1dio MEC, que foi doada pelo pr\u00f3prio Roquette Pinto ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o em 1936. Nesse ano, tamb\u00e9m foi fundada, a princ\u00edpio como emissora privada, a R\u00e1dio Nacional, que seria incorporada ao patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o na d\u00e9cada de 40.<\/p>\n<p>Para Sonia Virginia Moreira, professora de comunica\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autora de livros sobre a hist\u00f3ria do r\u00e1dio, a d\u00e9cada de 20 foi o chamado per\u00edodo experimental do ve\u00edculo. \u201cEra experimental em termos de programa\u00e7\u00e3o, sobre o que se podia fazer no r\u00e1dio, mas muito interessante em termos de organiza\u00e7\u00e3o do meio. Como n\u00e3o havia nenhuma hist\u00f3ria, nenhuma mem\u00f3ria do meio, o que se fez num primeiro momento foi organizar as pessoas ou as pessoas se organizarem\u201d, destaca.<\/p>\n<p>\u201cO resultado foi a constitui\u00e7\u00e3o de grupos e associa\u00e7\u00f5es que se reuniam em torno do r\u00e1dio\u201d, acrescentou. Esses grupos e associa\u00e7\u00f5es eram formados por pessoas que emprestavam discos para as emissoras. \u201cAs r\u00e1dios ficavam poucas horas no ar, porque os transmissores n\u00e3o tinham capacidade de transmitir durante muito tempo\u201d, conta a professora.<\/p>\n<p>Nessa fase, o r\u00e1dio n\u00e3o era nem p\u00fablico e nem comercial, mas sim um meio comunit\u00e1rio. \u201cAs emissoras se organizavam para suas transmiss\u00f5es experimentais em torno dos chamados r\u00e1dio-clubes\u201d, ressalta Sonia Virginia. \u201cPor isto, at\u00e9 hoje muitas emissoras criadas nessa \u00e9poca, em todo o pa\u00eds, t\u00eam a denomina\u00e7\u00e3o de R\u00e1dio Clube, porque se constitu\u00edam, na verdade, em clubes de ouvintes,\u201dexplica.<\/p>\n<p>A era do r\u00e1dio comercial surge a partir de 1932, quando o presidente Get\u00falio Vargas, atrav\u00e9s do Decreto 21.111, autorizou as emissoras a ter at\u00e9 10% de sua programa\u00e7\u00e3o sob a forma de publicidade. \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, o r\u00e1dio era sustentado apenas por contribui\u00e7\u00f5es de seus pr\u00f3prios ouvintes, que eram os mesmos que ajudavam a fazer a programa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Com a permiss\u00e3o da publicidade, se plantou a raiz do modelo de r\u00e1dio que a partir da d\u00e9cada de 40 se consolidou no pa\u00eds, o do ve\u00edculo comercial, conforme a professora. \u201cNaquele momento, marcado pela Segunda Guerra Mundial, os americanos passaram a influenciar n\u00e3o s\u00f3 a programa\u00e7\u00e3o como o pr\u00f3prio modelo de r\u00e1dio feito no Brasil, eminentemente comercial, a exemplo do que se fazia nos Estados Unidos\u201d, diz a coautora, junto com Luiz Carlos Saroldi, do livro R\u00e1dio Nacional: o Brasil em Sintonia e organizadora da Hist\u00f3ria do Radiojornalismo no Brasil.<\/p>\n<p>Passados mais de 90 anos, disseram que o r\u00e1dio iria acabar, por causa da TV, depois da internet, mas o r\u00e1dio continua firme.<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">Pesquisa: arquivo r\u00e1dio Nacional.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parab\u00e9ns aos todos os profissionais que edificaram esta hist\u00f3ria t\u00e3o linda que \u00e9 o r\u00e1dio. 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