Uma criança de 10 anos morreu na noite desta quinta-feira (12), supostamente após ter sido agredida em uma unidade de educação que pertence à rede municipal de ensino do município de Ibatiba, no Caparaó.
Segundo o relato da irmã da vítima, Samira de Oliveira Verli, seu irmão, Luiz Fernando de Souza Verli, estudava na escola EMEF Eunice Pereira Silveira, localizada no Bairro Novo Horizonte, e teria sido agredido a chutes por dois “colegas” mais velhos do que ele durante o recreio, na última segunda-feira (9).
Em entrevista, Samira relatou que sua irmã Gisele de Oliveira Verli, de 8 anos, que estuda na mesma escola de Luiz Fernando, teria presenciado a agressão, e quando foi pedir por socorro na direção da escola, a diretora teria falado “para deixar eles resolverem, quem tivesse a goela maior engolisse o outro”, disse Samira.
Suposta vítima de bullying
Samira disse ainda que seu irmão sempre sofreu bullying na escola. Além dele ter crises de epilepsia, a criança tinha a pálpebra esquerda dos olhos um pouco mais caída do que a outra, isso seria motivo para Luiz Fernando sofrer agressões. A irmã relatou que um dos agressores teria segurado o pescoço de Luiz, enquanto o outro estudante batia no mesmo.
Já a prima de Luiz Fernando, Alzerina Maria Verli Ferreira, disse à reportagem que, após ter sido agredido pelos colegas, a direção da escola teria colocado a vítima de castigo, mesmo ele reclamando de dores, “mas não fizeram nada”.
Vértebra da coluna quebrada
“Ninguém comunicou aos pais também não, ele chegou em casa chorando de dor, a mãe dele levou no Pronto Socorro por três vezes e liberaram ele para casa apenas com medicação para dor, mas como ele passou a noite toda gritando de dor, ela voltou com ele na manhã de quarta-feira (11), quando exigiu um raio-x e descobriram a vértebra da coluna quebrada”, disse.
Alzerina Maria informou que, após a confirmação da lesão, Luiz Fernando foi transferido para o Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória, e que descobriram que os rins e o fígado dele haviam parado. “Houve uma infecção muito forte, tentaram fazer hemodiálise, mas ele teve uma parada cardíaca, nisso ele já estava entubado, tentaram estabilizar durante o dia, porém, sem sucesso, às 20h30 ele veio a falecer”, relatou Alzerina.
O exame necroscópico revelou que Luiz Fernando teve trauma lombar e no quadril, injúria renal aguda, pneumonia bilateral, insuficiência respiratória, epilepsia, entre outras.
Câmara divulga nota de repúdio
A Câmara Municipal de Ibatiba, na noite desta quinta-feira (12), repudiou o “ato de violência cometido contra o estudante da EMEF Eunice Pereira Silveira, Luiz Fernando, ocorrido nessa segunda-feira, 9 de dezembro”.
A nota da Casa ainda destacou que, “infelizmente, a violência que partiu de outros dois estudantes mais velhos, supostamente, resultou no óbito da criança”.
O presidente da Câmara Municipal, Marcus Rodrigo Amorim Florindo, solicitou a Comissão de Educação do Legislativo para apurar o caso.
A Câmara Municipal de Ibatiba decretou luto de três dias e expressou as mais “sinceras condolências por esta inestimável perda e roga a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos”.
Reportagem é Diorgenes Ribeiro / Aqui Notícias
EDITORIAL PAULO ROBERTO DA RÁDIO:
É preciso investigar o que uma criança disse que a diretora fez ao saber que a briga estava acontecendo , segundo relata uma das irmas da vítima. a Samira relatou que sua irmã Gisele de Oliveira Verli, de 8 anos, que estuda na mesma escola de Luiz Fernando, teria presenciado a agressão, e quando foi pedir por socorro na direção da escola, a diretora teria falado “para deixar eles resolverem, quem tivesse a goela maior engolisse o outro”.
É muito difícil uma criança de 8 anos inventar uma fala dessas. Se realmente esta diretora falou isso, ela pode ser considerada uma irresponsável, indiretamente uma assassina.
Uma mulher dessas, se comprovado que este foi o comportamento dela, tem que ser retirada da direção dessa escola imediatamente. Aliás, de qualquer forma essa ocorrência tem que gerar uma revolta na sociedade daquela localidade e exigir providências urgentes.
Como se deixa um monte de crianças num pátio durante o recreio e nenhum maior pra acompanhar o comportamento deles?
Além de tudo, não se teve o mínimo de respeito pela família em avisar sobre o ocorrido.
Outro erro pode ter sido o médico não avaliar corretamente o caso da criança.
Essa frase : “quem tivesse a goela maior engolisse o outro”. Eu já ouvi muito na escola, da parte de uma mãe irresponsável, que enquanto os seus filhos estavam batendo ela nada fazia, já o dia que os que apanhavam se revoltaram com força e partiram para o ataque, ela foi encontrar os os meninos na estrada para proferir palavras de ameaça e de humilhação.
Nunca, nem pai e mãe, professor ou diretor pode defender um vocabulários desses. É preciso que se ensine o respeito e o amor ao próximo e se deve corrigir atos indevidos.
É com muito pesar que republicamos esta matéria e pedimos que todos os pais, professores e diretores, cuidem bem de nossas crianças. Que a justiça seja feita.
João Carlos Verderio
18 de dezembro de 2024 at 9:45Meu Deus…..
Desejo de coração que a direção da escola, os profissionais do pronto socorro sejam investigados e sejam condenados por negligência e omissão de socorro. Uma vida não tem preço e agora a família viverá com esse vazio! Aos agressores que sejam aplicadas a defidas medidas cautelares para que não se tornem criminosos no futuro! Hoje já podemos classificá-los como assassinos pois sabiam o que faziam com o pequeno. Deus o receba e conforte os corações!!