A Polícia Civil investiga o caso de uma mulher, de 61 anos, que supostamente serviu feijão envenenado ao marido e ao enteado e, em seguida, tentou contra a própria vida em Cataguases, no último domingo, 13 de julho. Ambos seguem internados em estado grave sendo que a criança, de 6 anos, foi transferida para o Hospital Santa Isabel, em Ubá.
Segundo o delegado Conrado Guedes, a suspeita é de que Maria Amélia Campos Gonzaga Altino (foto ao lado), de 61 anos, tenha envenenado a comida. Ela chegou a ser socorrida e levada para um hospital, mas não resistiu e morreu na segunda-feira (14).
“Não basta só analisar as lesões feitas com instrumentos cortantes que ela mesma causou nela, mas o cadáver também vai passar por um exame toxicológico para ver se ela também se envenenou”, explicou o delegado.
Crime pode ter sido passional
A Polícia Civil suspeita que o crime tenha sido passional e motivado por ciúmes ou vingança. As investigações indicam que a suspeita já teve um relacionamento com o avô materno da criança e, depois, passou a se relacionar com o pai do garoto.
“Nós já estamos desnudando um cenário familiar de certa forma um pouco conturbado até de se compreender […] Isso pode trazer a verdadeira motivação por trás desses fatos gravíssimos”, complementou Conrado.
Além disso, depoimentos prestados nesta terça-feira (15) indicam que a suspeita se irritou com a família do enteado, após a mãe cobrar o pagamento de pensão alimentícia. A criança não morava com o casal e passava o fim de semana na casa do pai.
Polícia investiga uso de chumbinho no feijão
Em relação à substância usada para o suposto envenenamento, a hipótese da Civil é que a mulher tenha usado o chumbinho – produto clandestino altamente tóxico e, em geral, conhecido como ‘veneno de rato’.
No entanto, o delegado vai aguardar os laudos periciais que podem levar até 30 dias para ficarem prontos.
“No local, foi apreendido feijão. Então, pode ser que o produto tenha sido misturado ao feijão, já que a substância tinha uma cor escura e se camuflaria nele”, afirmou.