Essa foto foi tirada numa tarde de 20/11/25, foi num feriado que eu e o Luan resolvemos dar uma volta logo me veio na cabeça a vontade de visitar o senhor Zé Ambrósio, de 86 anos, pai do nosso amigo Zé Novo.
Ele nos recebeu tão bem, foi um momento que conversamos muito. Foi prazeroso ouvir ele contando suas histórias de vida, das dificuldades vencidas, da criação dos filhos, sobre como comprou seu primeiro carro. A gente viajou nas histórias, que mais eram gotas de sabedoria e de ânimo, vindas de histórias de muita luta, persistência e trabalho honesto, sempre com muito respeito e amizade para com as pessoas.
Houve um momento que ele não segurou e chorou, afirmando que estava muito difícil viver sem a sua companheira. Disse até que uma ex namorada lá do passado tinha procurado por ele, após saber que ele estava viúvo, mas que nenhuma mulher era tão fantástica com a sua amada, que já estava na eternidade.
Nós tentamos encorajar ele, de que ele era importante pra toda família, que a vida dele continuava e que ele deveria lembrar com saudades, mas não deixar a tristeza abalar seu coração.
No final do bate papo, pedimos pra tirar uma foto com ele na porta de sua casa. Ele aceitou de boa, soltou o sorriso, a foto ficou perfeita.
Nós agradeceu pela visita e nos pediu pra voltar mais vezes. Eu e o Luan voltamos felizes e pensando em voltar mais vezes, afinal, do mundo gosta de ser bem recebido e sempre volta.
Luan ainda me disse naquele início de noite, que ” essas fotos podem ter sido as únicas fotos que tiramos com ele”.
Infelizmente foram, não conseguimos voltar novamente, nessa correria da vida da gente, o tempo passou e neste sábado 27 de junho, Deus recolheu nosso amigo Zé.
Eu e o Luan só percebemos por volta das 12 horas, deste domingo, que a nota era do nosso amigo, mas como tinham muitos amigos esperando por nós na minha festa de aniversário, não pude ir ao velório.
Mas o senhor José Laureano de Oliveira (Zé Ambrósio) ficará sempre em nossa mente. Ele deixou muitas boas lembranças, também uma família maravilhosa, que ele e a esposa dona Maria Aparecida de Oliveira constituíram.
Nossos sinceros sentimentos a todos os familiares. Que Deus dê forças nesta despedida.
Deixo aqui registrado a minha eterna gratidão, as minhas vizinhas irmãs inesquecíveis Gracinha e Zilma, que ajudaram muito minha mãe em seus últimos anos de vida e que tanto apoiaram minha família no momento mais triste que vivemos ao perder minha mãe.
Paulo Roberto da Rádio