MENINA PODE TER MORRIDO AO CHUPA BALA QUE RECEBEU DE ESTRANHA.

CapturarCom a inocência de uma menina de apenas 14 anos, Lorrana Madalena da Luz Manoel aceitou bala de uma estranha quando voltava da aula de trem no Rio de Janeiro e, sem querer, assinou uma sentença de morte. Horas depois, ela morreu com um quadro de envenenamento. A adolescente foi enterrada ontem.

Familiares de Lorrana relataram que a menina teria chegado em casa sentindo fortes dores de cabeça. Pouco tempo depois, ela teve crises de vômito e foi levada às pressas para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Lá, a menina foi entubada, teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Na saída da delegacia, onde a mãe da criança, a vendedora Gisele José da Luz, de 32 anos, prestou depoimento, ela disse ainda estar sem entender o que havia acontecido. “Lorrana foi ao meu serviço e disse que estava passando mal. Eu disse que não era nada demais, e fomos para casa. Quando foi por volta de 1h da manhã, ela começou a sentir dormência nas pernas, e a boca começou a espumar. Corri com ela para o hospital. Ela estava bem, num primeiro momento. Voltei para casa para pegar uma roupa e, quando voltei, eles me disseram que ela já estava morta”, contou em entrevista ao “Extra”.

Antes de morrer, a menina contou que havia ganhado bala de uma mulher desconhecida. “Eu não aceito o que fizeram. Tem que investigar quem foi essa pessoa”, disse.

Caso não é situação isolada:

A morte da adolescente envenenada por uma mulher estranha, que ainda não foi identificada pela polícia, acende um alerta para os riscos a que os jovens estão expostos. A menina foi vítima em um trem, mas o perigo pode estar, inclusive, dentro de casa, como lembra a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Alice de Souza Birchal. “Vivemos em uma sociedade em que precisamos estar bem atentos para essa questão da violência. Por isso, temos que instruir muito os nossos filhos”, diz.

Ela explica que a melhor saída é não mentir para os filhos. “Não adianta falar que a criança não pode fazer uma coisa porque o bicho-papão pode pegá-la. Porque a criança fica com medo de um monstro e não se prepara para se defender contra uma pessoa, que é quem, de fato, pode fazer mal a ela”, afirma.

Aos 7 anos, a desembargadora quase foi vítima de abuso dentro do ônibus, voltando da escola. O agressor era o motorista do veículo. “Minha mãe conversava muito comigo, então, na hora, eu soube me defender. Saí correndo e entrei na primeira casa que eu vi”, lembra. (Tatiana Lagôa)

Vítimas:

Segundo a Polícia Civil, há relatos de que, no mesmo dia, outra criança também teria pegado um pirulito de uma estranha e morrido. Porém, não houve registro da ocorrência.

Fonte: O Tempo.

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